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Estamos focados em retomar o título, diz Marcio Magliano

Técnico da seleção feminina de Handebol de Areia renova e se prepara para Mundial

Seleção Brasileira feiminina de handebol de areia

Da Redação, Santo André (SP) - Marcio Magliano já se acostumou a ver suas jogadoras disputando o posto de melhor time do mundo. Ele acumula no currículo os títulos mundiais de 2010, 2012 e 2014, além do vice em 2016. Neste ano, no entanto, o sentimento será diferente. Em julho, no Campeonato Mundial da Rússia, pela primeira vez ele comandará a seleção brasileira como treinador principal —até 2016 era auxiliar técnico.

O primeiro teste rumo a Kazan já foi superado. Em março, a equipe feminina conquistou o título do Pan-Americano, na Califórnia. O resultado foi importante não só para a conquista da vaga no Mundial mas também para consolidar a aposta em um processo de renovação da equipe.

"As jogadoras mais novas trazem um lado bom da juventude que é serem destemidas. Bati muito na mesma tecla com elas: o Brasileiro é um dos campeonatos mais difíceis do mundo, se você joga bem aqui, jogará de igual para igual em qualquer lugar", afirma.

Para o Mundial, o treinador deve mesclar essa juventude com um número maior de atletas mais experientes. O objetivo é o topo do pódio. "O Brasil é uma referência mundial da modalidade. Estamos focados em retomar esse título", diz o treinador, que contou, nesta entrevista, um pouco sobre sua carreira e as perspectivas  da seleção.

O Brasil começou bem a temporada com a conquista do Pan de forma invicta. Como avalia a participação no campeonato?

Marcio Magliano: Tivemos um período curto de preparação, mas conseguimos juntar o grupo que eu queria. Muitas meninas nunca haviam passado pela seleção, então tivemos uma fase de ajustes, de passar a filosofia e a forma de jogar do time para que elas voltem a seus clubes e possam difundir essa escola brasileira.

Como foi a participação das novatas?

Marcio Magliano: Elas responderam super bem. Jogaram com uma disciplina tática fantástica, conseguiram impor o jogo de uma forma brilhante e nunca ficamos atrás no placar.

Você mesclou jovens com algumas veteranas, como a Patrícia Scheppa. Como elas ajudaram nesse processo?

Marcio Magliano: As veteranas foram escolhidas a dedo para fazer parte desse processo por seus perfis de referência. Elas ajudaram na concentração, na questão comportamental, nos treinos. Foram essenciais.

Quais serão os próximos passos rumo ao Mundial?

Marcio Magliano: Faremos um trabalho de preparação física antes dos treinos que antecedem a competição. As jogadoras receberão tabelas com treinamentos físico e profilático, para prevenir lesões. Uma parte dessa prescrição é genérica, para todas. Há também os trabalhos que são específicos de cada posição e, eventualmente, os individualizados para jogadoras que têm alguma questão física específica. Iremos acompanhar esse processo, ouvir o feedback delas e fazer ajustes, se necessário.

Qual a importância dessa preparação física?

Marcio Magliano: Vamos nos reunir 20 dias antes do Mundial e teremos uma fase com treinos três vezes por dia. Precisamos estar com a preparação física muito forte para que elas aguentem. Serão três treinos de uma hora e meia cada um, a maior parte deles na areia.

Qual a expectativa para o campeonato?

Marcio Magliano: Nosso foco é recuperar o título que perdemos para a Espanha em 2016. O torneio terá um formato novo, com 16 equipes (eram 12), são mais jogos. Mas o Brasil é favorito em todos os campeonatos que vai.

Como será encarar o desafio agora como técnico principal depois de três títulos e um vice como auxiliar?

Marcio Magliano: Eu já vinha me preparando para assumir uma seleção havia muito tempo. Mas esperava que fosse a juvenil, e não a adulta. Foi uma alegria muito grande.

Como tem sido se dividir entre a seleção e sua vida profissional?

Marcio Magliano: Estou nessa toada há sete anos e sempre consegui conciliar. Sou gerente de banco, treino o Cepraea (clube de Copacabana) e a seleção. Mas não é fácil. Não tenho férias. Mas essa é minha paixão, sempre mantive duas ou três atividades.

Como começou sua relação com o handebol?

Marcio Magliano: Comecei a jogar na quadra aos nove anos. Minha primeira experiência na praia foi aos 15 anos. Em 2008, tive uma doença grave no rim e precisei parar de jogar, passando a me dedicar somente ao trabalho de treinador. Já na temporada 2008/2009, fui campeão brasileiro. E, no ano seguinte, chamado para treinar o Equador.

O que te atrai no handebol de areia?

Marcio Magliano: Muitas coisas. A primeira delas é o ambiente de praia, muito mais leve. Tem ainda o espírito  de fair play que o ambiente promove, é alegre, com música e diversão. A rivalidade é mais branda também. O esporte em si não tem contato físico e é voltado para premiar jogadas espetaculares.

Como o Brasil consegue formar tantas jogadoras boas?

Marcio Magliano: O esporte faz parte dos Jogos Escolares de algumas cidades. O Rio Grande do Norte, o Rio de Janeiro e a Paraíba desenvolvem as categorias de base, e os talentos vão aparecendo nos Circuitos adulto e juvenil. Tem muito apaixonado pelo handebol de areia no Brasil. E os resultados das seleções criam ídolos.

 

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